A abstenção da informação na Economia Comportamental (Golman et al., 2017) refere-se a situações em que as pessoas escolhem não obter conhecimento disponível gratuitamente. A prevenção ativa de informações inclui evitação física, desatenção, interpretação parcial da informação, e até mesmo algumas formas de esquecimento.

Em finanças comportamentais, por exemplo, uma pesquisa mostrou que os investidores têm menor probabilidade de verificar sua carteira on-line quando o mercado de ações está em baixa do que quando está em alta, o que foi denominado efeito avestruz (Karlsson et al., 2009).

Casos mais graves de abstenção de informação acontecem quando as pessoas não retornam às clínicas para obter resultados de exames médicos, por exemplo (Sullivan et al., 2004). Embora a evitação de informações seja às vezes estratégica, ela geralmente tem benefícios imediatos para as pessoas, se impedir as conseqüências negativas (geralmente psicológicas) de conhecer as informações.

Geralmente, ela tem utilidade negativa a longo prazo, porque priva as pessoas de informações potencialmente úteis para a tomada de decisões e feedback para o comportamento futuro. Além disso, a informação evitada pode contribuir para uma polarização das opiniões políticas e do viés da mídia.

 

REFERÊNCIAS

Golman, R., Hagmann, D., & Loewenstein, G. (2017). Information avoidance. Journal of Economic Literature, 55(1), 96-135.

Karlsson, N., Loewenstein, G., & Seppi, D. (2009). The ostrich effect: Selective attention to information. Journal of Risk and Uncertainty, 38, 95–115.

Sullivan, P. S., Lansky, A., & Drake, A. (2004). Failure to return for HIV test results among persons at high risk for HIV infection: Results from a multistate interview project. JAIDS Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes, 35(5), 511–518.