Arquitetura de escolha refere-se à prática de influenciar a escolha, alterando a maneira pela qual as opções são apresentadas às pessoas.

A arquitetura de escolha engloba as características do ambiente ou contexto em que uma escolha ou decisão é tomada. Thaler e Sunstein contam seu livro Nudge uma anedota ilustrativa sobre sua amiga Carolyn, para explicar a arquitetura de escolha.

Carolyn é responsável pelos refeitórios escolares de um grande distrito escolar e descobriu que a forma como os produtos são apresentados (cenouras ou batatas fritas colocadas ao nível dos olhos ou onde estão dispostas as sobremesas), está diretamente ligada ao quanto é consumido cada produto.

Isso significa que ela pode influenciar o que os alunos compram para o almoço. E porque ela sabe como a arquitetura de escolha influencia as escolhas finais, ela não pode mais negar seu papel como arquiteto de escolha. Ela pode optar por alimentos saudáveis, ou maximizar os lucros, ou colocar todos os alimentos ao acaso.

Nas palavras do autor de Can behavioural economics save us  from ourselves? (A economia comportamental pode nos salvar de nós mesmos?), Sharla Stewart:

“Uma vez que você sabe que todo elemento de design tem o potencial de influenciar a escolha, você fecha os olhos e espera pelo melhor, ou aceite o que você sabe e projete programas que sejam úteis. ” (STEWART, Sharla A. 2005)

Thaler e Sunstein propõem “empurrar”(encorajar com um empurrãozinho) as pessoas – por meio de melhores arranjos em termos de arquitetura de escolha – na direção certa. Eles argumentam que os cutucões são especialmente úteis em casos de decisões difíceis e raras, para as quais não se obtêm feedback imediato, e quando se têm dificuldade em traduzir aspectos da situação em termos que as pessoas possam compreender facilmente’ (Thaler & Sunstein 2009).

 

REFERÊNCIAS

THALER, Richard H. (September 26, 2009). “Opting In vs. Opting Out”. The New York Times. Archived from the original on 4 July 2012. Retrieved 4 July 2012.

STEWART, Sharla A. Can behavioral economics save us from ourselves. University of Chicago magazine, v. 97, n. 3, p. 36-42, 2005.