Quando o salário cai na conta você já começa a pagar boletos e fazer transferências? Eu também fui assim, já tive minhas finanças pessoais enroladas. Já tinha uma listinha pronta, cartão de crédito, financiamento imobiliário, TV, internet… e o que sobrar é lucro. Até descobrir e entender o conceito de contabilidade mental.

Se quando eu citei contabilidade mental, se você lembrou de algo, com certeza se deve ao recente Nobel de Economia do Richard Thaler e a teoria da contabilidade mental.

Mas como isso impacta a nossa vida financeira? Primeiro, praticamente abolimos o hábito de sacar nosso salário, e isso nos impede de materializar o dinheiro e separá-lo para cada destino, eliminando assim os possíveis rótulos dos valores. Hoje o dinheiro cai na conta e já começamos a realizar os pagamentos e transferências e não anotamos ou registramos esses gastos.

Segundo, intensificamos os gastos no cartão crédito ou débito, quando optamos pelo pagamento automático, novamente distanciamos a materialização do dinheiro e isso nos impede de avaliar o gasto parcial, já que é um gasto futuro e que vai nos preocupar apenas quando fechar a fatura do cartão.

A Economia Comportamental é capaz de avaliar esses fatores, mas como usá-los a nosso favor?

Trouxemos algumas dicas para usar a economia comportamental a seu favor.

Divida o bolo: sua conta bancária é um bolo e suas despesas consumirão aquele bolo, mas é preciso saber qual o tamanho exato dos pedaços que serão destinados para cada despesas;

2°Nomeie todos os seus gastos: se preciso faça envelopes e escreva o nome de cada despesa, contas gerais não resolve, seu cartão de crédito ou débito representa quantos % do seu orçamento? Tratá-lo como “cartão de crédito” não vai evidenciar seus gastos. É preciso caracterizá-los, supermercado, restaurante, festa, show…

Destine o % do seu salário que irá alocar em cada pacote: por exemplo: o aluguel consome 10% do meu bolo e se possível coloque o dinheiro no envelope de destino.

Sinta a dor do pagamento: sim gastar dinheiro dói[1], mas passar o cartão nem tanto. Por isso, toda vez que for pagar as contas mensais e até quando for pagar qualquer coisa no dia a dia, saia do padrão, avalie o gasto, e registre-o.

5° Estabeleça objetivos: tenha objetivos claros do que você realmente precisa adquirir, seu foco no momento é trocar de carro, viajar, quitar o apartamento, mobiliar a casa nova? Tenha isso claro, escreva atrás do seu cartão de crédito, assim você trará a sensação do ganho futuro todas as vezes que pegar seu cartão e isso o ajudará a decidir se o gasto momentâneo é de fato importante.

Eu não disse que seria fácil, mas valerá o esforço, quais metas para 2018 você deixou de lado por não ter se organizado financeiramente? Aproveite este mês para se organizar, restabeleça suas prioridades e alcance uma vida financeira equilibrada[2]!

REFERÊNCIAS

[1] https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/08/por-que-pagar-com-dinheiro-doi-mais-do-que-passar-o-cartao.html

[2] https://dayeconomy.jimdofree.com/