Quem acompanha nosso perfil nas redes já deve saber que estamos em Viçosa – MG. Chegamos aqui para o III Workshop de Economia Comportamental que está sendo organizado pela Liga Newton Paulo Bueno de Economia Comportamental, uma iniciativa pioneira de alunos da Universidade Federal de Viçosa.

O evento tem programação interessante e acontece em dois dias. Ontem dia 24/05 foi o primeiro dia que contou com palestra sobre Neuromarketing. A palestra ficou a cargo de Nathalie Lorencini – Research on Consumer Neuroscience, Neuromarketing na empresa Forebrain.

O tema tratado foi bem interessante com apresentação de diversos cases onde análises utilizando EEG, Eye Tracking, respostas sensoriais dentre outros métodos de análise de respostas neurobiológicas para peças publicitárias como vídeos, embalagens e até mesmo para análise de fragrância, feita para um produto de uma empresa referencia no mercado brasileiro de cosméticos.

Eu particularmente gosto bastante de análises com base em sinais elétricos captados pelo EEG. No entanto a análise dos dados e a dinâmica para uso desta ferramenta merecem destaque. Assim vou colocar algumas curiosidades abaixo para quem se interessar.

Curiosidades sobre o EEG

– O EEG geralmente é usado com uma touca. Os motivos principais são: garantir a fixação dos eletrodos na cabeça das pessoas e assegurar que os eletrodos estejam razoavelmente na mesma posição em todas as pessoas avaliadas.

– Um dos maiores desafios das análises de atividade elétrica cerebral é a quantidade de dados gerada num estudo por EEG. Além do grande volume de dados gerado nas análises, é necessário que dos resultados sejam retirados ruídos. Isto porque todo movimento, como por exemplo, um piscar de olhos, causa variação na atividade elétrica e as análises devem garantir que os dados não estejam contaminados por reações não diretamente ligadas com o estudo em andamento.

– O valor dos equipamentos para medição de atividade via EEG têm caído de preço constantemente e muito em breve deve ficar acessível para cada vez mais empresas.

– Alguns modelos de EEG já vem com algoritmos específicos para identificação de determinadas características dos sinais elétricos coletados como: envolvimento (alto e baixo), aborrecimento, frustação, excitação e processamento cognitivo.

– O EEG apensar de fornecer dados muito relevantes para análise emocional com insights muito relevantes para comportamento de consumo, tem limitações. Em geral o EEG é muito bom para medir atividade elétrica cerebral, no entanto possui limitações de análise espacial. Resumindo, o EEG identifica a atividade elétrica, mas não consegue determinar com precisão qual região do cérebro está gerando tal atividade.

– O EEG mede as seguintes ondas elétricas no cérebro:
Delta (1 – 4 Hz): geralmente usada para analisar o sono inferindo se o mesmo está em estado profundo ou não;

Imagem via: imotions

Theta (4 – 7 Hz): essa onde diz respeito ao processamento cognitivo. Aqui é possível inferir sobre atividades que demanda mais ou menos esforço cognitivo. Em geral estas ondas são mais destacadas quando nosso sistema 2 está sendo usado.

Imagem: via imotions

Alfa (7 – 12 Hz): estão relacionadas com movimento dos olhos (abertura e fechamento). Essa onda apresenta um processamento multi-sensorial e diz muito sobre atenção e concentração.

Imagem via: imotions

Beta (12 – 30 Hz): relacionada com nossa função motora. Quando executamos ou pensamos em executar movimentos as ondas de frequência Beta são mais fortes.

Imagem via: imotions

Gama (> 30 Hz, tipicamente 40 Hz): ainda sem consenso a respeito de sua função, as ondas gama são vistas por alguns pesquisadores como uma medida de foco que indica uma troca de informações entre regiões cerebrais. Outros associam as ondas gama a reações automatizadas representando funç   ões de processamento sensorial e coleta de informações ambientais rápidas.

Imagem via: imotions

Interessante não é mesmo?

Hoje a programação do III Workshop de Economia Comportamental está igualmente interessante. Teremos por aqui, palestra sobre Finanças Comportamentais e, pasmem, sobre A influência de vieses na tomada de decisão em grupos e reuniões, que será ministrada pelo Geekonomist Rafael Jordão!

Imperdível pessoal!

Para aqueles que estiverem no evento… Nos vemos por lá!

Quem não pode vir… Se liga no Stories no Geekonomics no Instagram, todas as atualizações estão sendo postadas por lá!

Até mais pessoal!