Exatamente um ano atrás publicamos um #post sobre o  BREXIT onde discutimos que a saída do Reino Unido pode não ser uma má estratégia econômica. Hoje divulgamos o PIB de 2015 da Zona do Euro, onde houve crescimento de 2,5%. No entanto o Reino Unido cresceu 1,8%.

Crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) na Zona do Euro em 2017. O resultado mostra crescimento de 2,5% demonstrando que o bloco parece ter vencido a crise de crédito de anos anteriores. Gráfico via jornal Estadão.

Crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido. O indicador apresentou crescimento de 1,8%. Comparado com crescimento do bloco (Zona do Euro).

Ainda achamos que pode ser interessante o #Brexit mesmo com a dificuldade da primeira Ministra Theresa May em andar com as negociações na Zona do Euro.

É importante que vejamos que o mercado internacional para o Reino Unido não é apenas a Zona do Euro e para o caso de endurecimento das negociações no Bloco, o Reino Unido pode muito bem formatar bons acordos internacionais com outros países fora da Europa.

Para o Brasil seria uma excelente oportunidade, no entanto pelo visto ainda estamos presos de forma umbilical à verdadeira baderna política e ideológica que se transformou o Mercosul. Infelizmente me parece que temos grandes chances de continuar a nutrir um de nossos maiores erros históricos:

A ilusão de usarmos nossa importância regional na América Latina para comandar um bloco comum via Mercosul, deixando de lado nossos interesses para partilhar das maluquices de países como Venezuela, Bolívia e Argentina.

A se confirmar o endurecimento das negociações entre o Reino Unido e o Bloco Europeu, é de se esperar que a diplomacia brasileira inicie negociações imediatas para costurar acordos comerciais mais abrangentes. Isso dará não apenas novo alento ao balanço de pagamentos como pode incentivar aumentos substanciais de investimentos em áreas estratégicas para o comércio internacional brasileiro.

Infelizmente novamente chegamos a uma encruzilhada onde oportunidades como esta, podem ser bloqueadas pelo ambiente político confuso e instável brasileiro.

Com a maior parte do legislativo por conta de cuidar não ser preso ou indiciado por corrupção ou prevaricações, é necessário que tenhamos otimismo muito acima da média para acreditar em qualquer negociação com o Reino Unido neste momento.

No entanto nem tudo pode ser derrota. Ao continuar com as negociações, pode ser que mesmo atrasados e chegando por último no debate, tenhamos ainda alguma chance de formatar algum acordo que incremente mesmo que marginalmente o comércio e a relação política do o Reino Unido. Vamos ficar na torcida.

Se o Presidente pudesse ouvir uma sugestão nossa… Quem sabe não seria hora de convidar Theresa May para uma visita ao Brasil?

Cruzemos os dedos!