Dizem que para tudo no mundo existe uma primeira vez. Em economia essa máxima também pode ser muito bem validada ao longo da história.

Essa semana, a primeira semana útil do ano, foi a vez da China entrar para o grupo dos países que sofrem ataques especulativos ou de pânico generalizado no sistema financeiro.

Estaria a China entrando em crise?

Após pesquisas apontarem nova retração da atividade industrial do país, investidores em pânico correram para se desfazer de ativos levando as principais bolsas chinesas Xangai e Shenzhen a caírem 7,02%.

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Para evitar a queda ainda mais acentuada, foi acionado pela primeira vez nos mercados chineses o mecanismo conhecido como “Circuit Breakers”.

Veja o relatório da pesquisa PMI publicado pelo Caixin Insight Group clicando AQUI.

Para nós brasileiros nenhuma novidade. Por aqui essa prática é bem comum. Quem aí não se lembra de o Tesouro Brasileiro ter interrompido até mesmo as negociações do Tesouro Direto, devido à grande especulação e vertiginoso aumento das expectativas do juro futuro?

Escrevi sobre isso em setembro de 2015. Se quiser conferir clica AQUI.

Mas a China é um caso à parte. Nem capitalista, nem socialista. O país é misto de capitalismo social que mescla grande intervenção do Estado com práticas financeiras desenvolvidas.

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A China realmente preocupa pelo tamanho. Uma tosse ou suspiro por lá é capaz de contaminar e deixar o mundo todo com forte resfriado.

Para se ter uma ideia, do contágio que a economia chinesa faz pelo mundo, basta olhar o que aconteceu logo após o fechamento dos mercados por lá.

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Fonte: CNN Money

O Governo Chinês vem encenando uma peça e mascarando as flutuações em tudo que é setor da economia utilizando para isso forte intervenção estatal. Até agora parece que vem dando certo, mas parece que o modo operacional do Governo Chinês, vem sendo cada vez menos eficaz.

Qual o remédio para o “vírus da gripe” financeira chinesa?

Certamente não é a cortina de fumaça criada pelo Governo Central e sua “equipe nacional” que regulam o mercado agindo como agente econômico e não como governo.

Enquanto parece impossível prever os efeitos da contaminação do mundo pelo “vírus da gripe” financeira chinesa é possível prever que 2016 será um ano febril. É claro que é prematuro dizer que a China está em crise, mas nem de longe há o mesmo dinamismo de ontem na economia por lá.

Enquanto a temperatura não sobre ainda mais, seria bom estarmos todos com as vacinas em dia e com os antigripais estocados.

Infelizmente o diagnóstico da saúde financeira do Brasil mostra exatamente o contrário.

Que Deus nos ajude!