Tenho tentado entender a lógica do da Gestão Pública no Brasil, mas confesso que não venho tendo êxito na tarefa.

Pensando sobre o assunto fica fácil ver o motivo da minha falta de êxito: Não existe lógica na Gestão Pública Brasileira. E a completa falta de lógica parece ter se transformado em cultura organizacional. Essa cultura foi disseminada e já compõe a quase totalidade do DNA público no Brasil.

A lista de absurdos tende ao infinito.

Temos talvez a única empresa petrolífera com dificuldades no mercado financeiro. Nem a BP (British Petroleum) que pagará quase US$20 Bilhões em multas pelo vazamento no Golfo do México 2010 perdeu tanto no mercado financeiro como a NOSSA PETROBRAS.

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Essa semana ainda tivemos nossa PresidANTA, digo Presidente discursando na ONU sobre sua ideia genial de estocar vento!

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A lista é imensa, mas o que impressiona além do absurdo das medidas tomadas é a criatividade tosca. Um exemplo de criatividade tosca da melhor “qualidade” vem sendo proposto e será colocado em prática pelo Prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

O ilustre Prefeito vem tentando uma saída para resolver a polêmica do Uber na maior cidade do país e como já era de se prever, fez bobagem.

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Ontem no fim da tarde o Prefeito anunciou de uma vez só, duas medias curiosas:

1 – Projeto de Lei 349/2014, aprovado na Câmara Municipal e agora sancionado pelo Prefeito, proibindo aplicativos como Uber, de intermediar o transporte de passageiros na cidade.

2 – Criação de um serviço municipal de taxis, (Taxi Preto) com as mesmas características do Uber em relação ao funcionamento e exigências de qualidade, mas que somente poderá ser operado por taxistas que conseguirem um dos 5.000 alvarás que a Prefeitura liberará para a nova categoria.

Quando fiquei sabendo disso, confesso que pensei ter perdido alguma informação no meio. O Prefeito proíbe um serviço e logo em seguida cria um igual?

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Segundo divulgado no Jornal da Globo ontem, São Paulo tem déficit de pelo menos 15.000 taxis! Com a liberação do Taxi Preto, o Prefeito resolve um terço do problema. E o restante?

Não seria mais fácil regularizar o Uber? Garanto que o serviço seria mais barato, de melhor qualidade e que facilmente supriria a demanda de 15.000 taxis que a cidade precisa.

Mas a verdade é que o Prefeito não quer resolver o problema da mobilidade urbana, nem da falta de taxis. Ele quer mesmo é garantir o voto da categoria de taxistas da cidade.

Bem-vindo ao modelo de Gestão Pública Brasileiro. A TGGT (Tosco Gestor Tosca Gestão).